silęncio
qualquer_lugar
Sentes que o corpo vence,
Sentes o chĂŁo estreito,
Dizes que o mundo não pára,
Balança no teu peito.
Sentes que as mĂŁos sĂŁo asas,
Que tudo o resto é céu,
onde_te_vais_esconder
Desculpa o silĂŞncio
Que trago em mim,
SĂŁo gritos que penso
Que calo assim.
Desculpa as palavras
Que nĂŁo saem da voz,
SĂŁo noites cansadas,
Pedaços de
dá me_o_tempo
barco_para_a_afurada
Leva homens, poetas
E gente encantada,
Trocam beijos, piropos
Pedaços de nada.
Na margem espera
A pressa do dia,
Ficam presas em terra
As vidas vazias.<
eu_e_tu_somos_iguais
Saiu pela noite,
Pelas ruas do Porto,
Procurando os seus olhos
Num copo já morto.
Perdeu-se na vida
Encontrou-a na Foz,
Entre o Molhe e a Avenida
Há ta
diabo_no_corpo
E de repente
A porta abriu-se,
O mar entrou
Quando eu te disse: «Louco...».
E num instante
O mundo pára,
O sono agarra
Os teus passos de Anjo,
C
um_magico_no_peito
Um dia tudo acaba
Sem perceberes porquĂŞ,
Num acorde de guitarra
VĂŞs o mundo
Mas ninguém te vê.
As sombras
Que falam,
Te ouvem
E dizem:
«
o_que_vai_ser_de_mim
Prometeram-me um futuro
E eu sem querer acreditei,
Comprar a vida sem juros,
Ser dono do Cristo-Rei.
Vou usar jeans e gravata
E um Ferrari amarelo,
Um dia vou
uma_loucura_de_anjo
E de repente
A porta abriu-se,
O mar entrou
Quando eu te disse: «Louco...».
E num instante
O mundo pára,
O sono agarra
Os teus passos de Anjo,
C
viagens
Já vai alta a noite, vejo o negro do céu,
deitado na areia, o teu corpo e o meu.
Viajo com as mĂŁos por entre as montanhas e os rios,
e sinto nos meus lábios os teus doces e
sombra
Eu e tu como loucos
Feitos donos da estrada,
Procurando o destino
Entre o tudo e o nada.
Sem saber ler o céu
Ou o mapa rasgado,
Engolimos sinais
Em sina
outra_noite_perfeita
Escondo-me noutra pele
E passeio sem ninguém me ver,
Acelero ao sinal vermelho
E regresso para me perder.
Os olhos na estrada,
O corpo no vazio,
Nas mĂŁos um
hoje_é_tudo_ou_nada
deixas_em_mim_tanto_de_ti
A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
NĂŁo sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em
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